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terça-feira, 14 de setembro de 2010

Salve São Tupã

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eu compus essa musica no verão de 2004 depois le ler algo sobre uma tribo de suicidas indigienas no Mato Grosso do Sul, pensei como uma palavra de salvação pode se tornar um tormento pra quem não se sente inserido nela.

Salve São Tupã
(Pablo Reis)

Era só mais um João ninguém ali
Mal se lembrava de sua origem Tupi
- “Apenas pena havia ali”
Era o que os transeuntes tornavam a repetir
Descaracterizado de sua essência
Sua cultura questionada pela ciência
Como se um barulho de um trovão
Não houvesse deus em sua composição

Quem seria capaz de entender
Quantas vezes ele teve que aprender
Que o seu lugar no mundo é perambular até esquecer
De todos os deuses e todas as honras que poderia obter
Restaram em cada garrafa
Esperança ou desgraça
Que ele merecer

Era só mais um perdido no caos urbano
Vivendo à custa de um trampo desumano
Apenas pena havia ali
Sem que qualquer um pudesse acudir
-“Suas preces não tinham destinatário”
Assim falou um daqueles missionários
Que em seu deus não havia alguma luz
“Na verdade Deus é uma Bíblia e uma Cruz”

Quem seria capaz de entender
Quantas vezes ele teve que aprender
Que o seu lugar no mundo é perambular até esquecer
De todos os deuses e todas as honras que poderia obter
Restaram em cada garrafa
Esperança ou desgraça
Que ele merecer

Era apenas mais uma manhã
Quando ele tentou se elevar ate Tupã
Se apenas penas houvesse ali
Ou outro caminho a descobrir
Fudido e mal pago sem nada a perder
Sem medo do que pudesse acontecer
Jogou-se pelo ar tentando achar algum Deus
Que ajudasse a encontrar qualquer um dos seus







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