Nem oito nem oitocentos, nem salto alto nem mais ou menos.
A Copa do Mundo na África do Sul vai deixar poucas lembranças Para nós da torcida brasileira. Tentaram corrigir a postura do time fora de campo, lembranças da copa da Alemanha, onde a Seleção canarinho foi celebrada como uma espécie de Harlem Glottroters do futebol. O “quadrado mágico” não funcionou como o esperado, e encontramos uma seleção francesa com um Zidane inspirado, e o sonho do Hexa ficou no meio do caminho.
A seleção do Dunga, era antítese da copa anterior, em compensação nem de longe lembrava aquele excrete que encantava o mundo mesmo quando era desclassificado. O ex-jogador Johan Cruyff, disse que não pagaria para assistir aos jogos. Eu torci muito, mas não me lembro de ter me empolgado em nenhum jogo, Porém respeitei, ou melhor, tolerei algumas atitudes do Dunga, por mais antipáticas pudessem ser. Mas (in)felizmente,o pragmatismo, o mau humor e os bons companheiros do técnico, não conseguiram suportar a pressão de enfrentar um time razoavelmente habilidoso, e quando ficaram atrás do placar , o que se viu foi um time desesperado, era zagueiro dublando um ponta de lança, atacantes possessos, e um companheiro que não conseguiu aproveitar a oportunidade de se valorizar diante da galera, sendo expulso em uma jogada que todos temiam que pudesse acontecer, mas quem o viu jogar na última temporada no seu time, tinha quase certeza que ele era capaz de fazer uma lambança daquelas.
Se pudéssemos tirar alguma lição, quer dizer os nossos dirigentes poderiam obter é que o nosso time, independente de qualquer coisa, precisa de jogadores que saibam tratar a bola com carinho, não de perebas que sai pisando onde não devem. E nós torcedores precisamos ter consciência, que não somos invencíveis, cada vez mais jogadores espalhados pelo mundo são influenciados pelos nossos gênios do passado.
Para próxima Copa do Mundo o próximo técnico sofrerá bastante pressão na busca do entrosamento da equipe ideal, e o que precisamos fazer é torcer para tudo dar certo por aqui. Para 2014, falta pouco, os excessos precisam ser comedidos nem demais nem de menos. É bola no pé e a cabeça no lugar.
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